sexta-feira, abril 28, 2017

“SOS ao Elefante”

Durante esta semana as atenções foram dirigidas principalmente ao nosso Elefante (camião), o coração (motor) sofreu algumas mazelas e chegou a hora do operar, para podermos dar continuidade aos trabalhos no Gungo e ao serviço que ele presta à comunidade.
 Depois de recebermos as peças vindas de Portugal, foi necessário ir o Huambo (antiga Nova Lisboa), para retificar a cabeça do motor. 
 Já no Sumbe, os nossos mecânicos (pe. David Nogueira e Mário) trabalharam afincadamente para que o elefante ficasse pronto, para podermos cumprir o programa com a comunidade e continuar a assistência. Avizinha-se um programa bem preenchido já com alguns trabalhos e encontros marcados no Gungo, pelo que a equipa ficará aproximadamente um mês na missão do Gungo.
Rezemos para que o Espírito Santo nos ilumine nos nossos trabalhos e a conduzir da melhor forma aquilo que Deus espera de nós.

Estamos juntos!!!
A Linha da Frente

quarta-feira, abril 19, 2017

Que grande festa a do Senhor!!!

Que grande alegria!!!  A missão Donga entre os dias 13 e 16 de abril esteve bem habitada com centenas de pessoas para viverem a Festa do Senhor. Todos os cantinhos da missão serviram para uma cozinha improvisada ou para alguém estender os seus panos e poder pernoitar.
Durante estes dias celebrou-se o Tríduo Pascal com muita fé e com muitos cânticos de alegria. Iniciou-se na quinta-feira com a celebração da última Ceia do Senhor e o lava-pés. A Igreja da Donga tornou-se muito pequena para acolher tanta gente. Na sexta-feira a manhã foi de formação para a comunidade em geral e atendimento de confissão e, durante a tarde, o grupo de jovens dinamizou a via-sacra. À noite, de modo a que todos pudessem participar, celebrou-se, na rua, a Paixão do Senhor. Com muita reverência fez-se a adoração da cruz.
No sábado, houve tempo para mais um encontro de formação para a comunidade em geral e toda a tarde foi de confissões. À noite, acendemos uma grande fogueira de onde saiu o lume novo para o novo Círio Pascal e celebrámos a Vigília Pascal. Foi uma cerimónia muito viva e muito rica na alegria da fé e no crescimento da comunidade católica do Gungo, pois nesta noite, foram batizados 99 catecúmenos que celebraram a sua primeira comunhão. Esta cerimónia demorou cerca de 4 horas. Aqui o tempo não tem importância, o que é importante é a vivência da celebração.
No domingo de Páscoa, celebrou-se a ressurreição de Cristo com muito fervor ao som dos batuques que já estavam arrumados desde o início da quaresma. Realizaram-se 16 matrimónios (desde os 18 aos 70 anos) e 9 batismos de crianças de colo.
Durante estes dias, além das cerimónias pascais, realizaram-se também encontros de preparação para os catecúmenos, preparação com os noivos e o grupo de penitentes que foram reintegrados.
Houve ainda catequese geral para a comunidade, encontro de grupo de jovens, atendimento aos doentes que se encontravam na Donga (cerca de 250 consultas) e trabalhos na lavra da missão.
No domingo à tarde, aos poucos, a missão Donga foi ficando desabitada, pois o povo regressou às suas casas com o anúncio de que Cristo está vivo.
A Linha da frente deseja a todos uma boa continuação da vivência pascal.


A Linha da frente

quarta-feira, abril 12, 2017

Tríduo Pascal na Donga

A linha da frente está a preparar o “Cavalinho Branco” para subir ao Gungo, iremos subir hoje e ficar até segunda feira para celebrar o Tríduo Pascal na missão Donga. Será um fim de semana muito rico pois irão celebrar-se cerca de 100 batismos, casamentos e o final da caminhada de alguns penitentes. Desejamos assim a todos uma Santa Páscoa.

segunda-feira, abril 10, 2017

Domingo de Ramos

A equipa missionária celebrou o Domingo de Ramos no centro da Tuma no passado domingo dia 9 de abril. À nossa chegada estava um vasto número de pessoas que nos esperavam com cânticos de alegria e já com os seus ramos. “Parecia a entrada de Jesus, em Jerusalém” A Igreja estava decorada de acordo com a festividade, cada pessoa tinha consigo o seu ramo, feito de folha de palmeiras, alguns deles são uma verdadeira obra- prima. Foi uma celebração muito animada e acalorada, onde a chuva nos brindou já no final da celebração. No período da tarde estivemos em reunião com os catequistas e na animação das crianças (nada melhor do que uma boa partida de futebol, mesmo estando a chover)
Continuaremos assim a celebrar a Semana Santa junto do Povo do Gungo.
Votos para que esta quadra pascal nos anime os corações.
A Linha da Frente



terça-feira, abril 04, 2017

O “novo” S. José

Entres os dias 24 de março e 3 de abril a equipa missionária esteve na Donga. A subida foi uma verdadeira aventura, pois como tinha chovido a picada estava bem enlameada e com muitos buracos. Com a perícia do Pe. David na condução do "cavalinho branco", com a ajuda da restante equipa e população de algumas aldeias e com a proteção do Espírito Santo conseguimos depois de várias entaladelas chegar à Donga (demorando 10h.)
 Durante o 1º fim de semana realizámos o 2º e 3º escrutínio para aqueles que se preparam para o batismo. O Pe. David além da orientação espiritual, realizou diversos trabalhos na área da mecânica e serralharia. As manas Teresa e Susana prestaram apoio aos doentes, realizando consultas e acompanhamento nos medicamentos.
 Ao longo da semana foram realizados diversos trabalhos: foram lançadas as sementes de ginguba, milho e feijão na lavra da missão com a ajuda de um trator; Realizou-se mais uma etapa na construção das sapatas para a cobertura do estaleiro do BTC; organização do posto de saúde; acompanhamento aos doentes; aulas de informática; trabalhos de oficina, mecânica e serralharia, assim como formação aos jovens curiosos.
Durante o 2º fim de semana realizou-se o encontro com os penitentes e o encontro com os Lideres da Pastoral da Criança. O domingo foi o momento alto. Integrado na celebração da eucaristia, foi benzida e coloca ao culto uma imagem de S. José do Gungo, esculpida e oferecida pelo Escultor Carlos Oliveira, das Caldas da Rainha, tendo deixado o povo radioso pela imagem do seu padroeiro.
A descida correu bem, apenas com pequenitas entaladelas durante a picada. A equipa missionária verificou mais uma vez os estragos na picada depois destas chuvas, esperando que no regresso não esteja pior. Estamos juntos.


A linha da frente

sexta-feira, março 31, 2017

Nota de pesar

Vimos por este meio dar a conhecer que faleceu o pai do Luís Matias, nosso grande amigo e colaborador que há cerca de dois meses perdeu também a sua mãe.

A toda a família enlutada endereçamos as nossas sentidas condolências e muita coragem. Unimo-nos a vós neste tempo de dor, rezando pelo eterno descanso de Jacinto Matias e pelo consolo de todos aqueles que choram a sua partida. O nosso abraço forte e amigo. Estamos juntos. Eu sou a ressurreição e a vida. Jo 11, 25

O funeral do pai do Luís será amanhã, dia 1 de abril, às 11h00, na igreja paroquial do Arrimal - Porto de Mós.

O Grupo Missionário Ondjoyetu

terça-feira, março 28, 2017

Reunião mensal de abril


Saudações missionárias!

Vimos por este meio relembrar que a próxima reunião mensal se realizará neste sábado, dia 1 de abril, às 21h00, no Seminário Diocesano de Leiria.

Entre outros assuntos, faremos o ponto de situação da Campanha Um Jipe para a Missão e a preparação da nossa presença na Feira de Maio de Leiria. Não faltarão ainda os momentos de convívio e de oração.



Neste mesmo dia, às 17h00, na Feira do Livro e da Leitura de Leiria, no Mercado de Sant'Ana, será promovido pela livraria Gráfica de Leiria o livro O Gungo e o Céu ali tão perto, do nosso missionário Joaquim Santos. Quem quiser adquirir o livro poderá fazê-lo nesta feira, de 29 de março a 2 de abril, ou contactar o Grupo Ondjoyetu.

A obra resulta da experiência missionária feita pelo autor em Angola, em julho de 2016, na missão que a Diocese de Leiria-Fátima, através do grupo Ondjoyetu, mantém há cerca de uma década no Gungo, Diocese de Sumbe, com a qual está geminada. Em cerca de centena e meia de páginas de grande formato, Joaquim Santos inclui o seu diário de viagem, algumas das notas que tomou, reflexões que fez e algumas das muitas fotografias que tirou durante a sua passagem pela missão. Além disso, contém um resumo histórico da atividade do grupo missionário, a partir de uma investigação feita em Portugal e em Angola.

“Foi do contacto com o Ondjoyetu que surgiu em mim a vontade de partir”, referiu Joaquim Santos na sessão, confessando ter sido uma experiência marcante de relação com quem “tem falta de tudo, mas tem o essencial do ser, vivendo no lixo num país com tanto luxo”. Constatando a ausência das necessidades mais básicas como habitação, alimentação, saúde e educação, “é um povo que nos leva a questionar o nosso modo de vida, mostrando a felicidade de quem tem o mais importante, o coração aberto para dar amor e uma genuína gratidão pela ajuda que recebe dos missionários”. Daí a “facilidade com que se encontra a paz, mesmo no meio da guerra, e com que se reconhece o rosto de Deus nos mais pequeninos, como se estivéssemos mais perto do Céu”.

Para todos, a continuação de uma boa Quaresma.
Leva a tua cruz com alegria e ela te levará.
Tukasi kumosi. Estamos juntos.